Gabriel José García Márquez1 (Aracataca, 6 de março de 1927 ) é um escritor, jornalista, editor, ativista e político colombiano. Considerado um dos autores mais importantes do século 20, ele foi premiado com o Prémio Internacional Neustadt de Literatura em 1972, e o Nobel de Literatura de 1982 pelo conjunto de sua obra, que entre outros livros inclui o aclamado Cem Anos de Solidão. Foi responsável por criar o realismo mágico na literatura latino-americana. Viajou muito pela Europa e vive actualmente no México. É pai do cineasta Rodrigo García.

Conto Ladrón de Sábado ; Ladrão de Sábado

Hugo, un ladrón que sólo roba los fines de semana, entra en una casa un sábado por la noche. Ana, la dueña, una treintañera guapa e insomne empedernida, lo descubre in fraganti. Amenazada con la pistola, la mujer le entrega todas las joyas y cosas de valor, y le pide que no se acerque a Pauli, su niña de tres años. Sin embargo, la niña lo ve, y él la conquista con algunos trucos de magia. Hugo piensa: «¿Por qué irse tan pronto, si se está tan bien aquí?» Podría quedarse todo el fin de semana y gozar plenamente la situación, pues el marido -lo sabe porque los ha espiado- no regresa de su viaje de negocios hasta el domingo en la noche. El ladrón no lo piensa mucho: se pone los pantalones del señor de la casa y le pide a Ana que cocine para él, que saque el vino de la cava y que ponga algo de música para cenar, porque sin música no puede vivir.A Ana, preocupada por Pauli, mientras prepara la cena se le ocurre algo para sacar al tipo de su casa. Pero no puede hacer gran cosa porque Hugo cortó los cables del teléfono, la casa está muy alejada, es de noche y nadie va a llegar. Ana decide poner una pastilla para dormir en la copa de Hugo. Durante la cena, el ladrón, que entre semana es velador de un banco, descubre que Ana es la conductora de su programa favorito de radio, el programa de música popular que oye todas las noches, sin falta. Hugo es su gran admirador y. mientras escuchan al gran Benny cantando Cómo fue en un casete, hablan sobre música y músicos. Ana se arrepiente de dormirlo pues Hugo se comporta tranquilamente y no tiene intenciones de lastimarla ni violentarla, pero ya es tarde porque el somnífero ya está en la copa y el ladrón la bebe toda muy contento. Sin embargo, ha habido una equivocación, y quien ha tomado la copa con la pastilla es ella. Ana se queda dormida en un dos por tres.A la mañana siguiente Ana despierta completamente vestida y muy bien tapada con una cobija, en su recámara. En el jardín, Hugo y Pauli juegan, ya que han terminado de hacer el desayuno. Ana se sorprende de lo bien que se llevan. Además, le encanta cómo cocina ese ladrón que, a fin de cuentas, es bastante atractivo. Ana empieza a sentir una extraña felicidad.En esos momentos una amiga pasa para invitarla a comer. Hugo se pone nervioso pero Ana inventa que la niña está enferma y la despide de inmediato. Así los tres se quedan juntitos en casa a disfrutar del domingo. Hugo repara las ventanas y el teléfono que descompuso la noche anterior, mientras silba. Ana se entera de que él baila muy bien el danzón, baile que a ella le encanta pero que nunca puede practicar con nadie. Él le propone que bailen una pieza y se acoplan de tal manera que bailan hasta ya entrada la tarde. Pauli los observa, aplaude y, finalmente se queda dormida. Rendidos, terminan tirados en un sillón de la sala.Para entonces ya se les fue el santo al cielo, pues es hora de que el marido regrese. Aunque Ana se resiste, Hugo le devuelve casi todo lo que había robado, le da algunos consejos para que no se metan en su casa los ladrones, y se despide de las dos mujeres con no poca tristeza. Ana lo mira alejarse. Hugo está por desaparecer y ella lo llama a voces. Cuando regresa le dice, mirándole muy fijo a los ojos, que el próximo fin de semana su esposo va a volver a salir de viaje. El ladrón de sábado se va feliz, bailando por las calles del barrio, mientras anochece. Hugo, um ladrão que somente rouba nos fins de semana, entra numa casa num sábado de noite. Ana, a dona, uma linda mulher de trinta e poucos anos e insone empedernida, o descobre em flagrante. Ameaçada com a pistola, a mulher lhe entrega todas as jóias e coisas de valor, e lhe pede que não se aproxime da Pauli, sua filha de três anos. Mas a menina o vê e ele a conquista com alguns truques de mágica. Hugo pensa: “Por quê ir embora tão rápido, se aqui se está tão bem?” Poderia ficar todo o fim de semana e gozar plenamente a situação, pois o marido- sabe porque esteve espiando-lhes- não retorna da sua viagem de negócios até o domingo de noite. O ladrão não reflete muito: veste as calças do senhor da casa, pede a Ana que cozinhe pra ele, que providencie um vinho da adega e que ponha algo de música para jantar, porque sem música não pode viver. A Ana, preocupada por Pauli, enquanto prepara o jantar tem uma ideia para tirar esse tipo da sua casa. Mas não pode fazer muito porque o Hugo cortou os fios do telefone, a casa está longe de tudo, é de noite e ninguém vai vir visitá-la a essa hora. Ana decide por um remédio pra dormir na taça do Hugo. Durante o jantar, o ladrão, que durante a semana é segurança de um banco, descobre que a Ana é condutora do seu programa favorito de rádio, o programa de música popular que ouve todas as noites, sem falta. Hugo é um grande admirador seu, então enquanto escutam ao grande Benny, cantando Cómo fue numa fita cassete, falam sobre música e músicos. Ana arrepende-se de adormecê-lo pois o Hugo comporta-se tranquilamente e não tem intenções de machucá-la ou estuprá-la. Porém já é tarde demais porque o sonífero está na taça e o ladrão está bebendo muito contente. Não obstante, houve um erro, e quem tomou a taça com o remédio foi a própria Ana. Ela adormeceu num piscar de olhos. No dia seguinte, Ana acorda completamente vestida, muito bem coberta com uma colcha, no seu quarto. No jardim, Hugo e Pauli brincam, depois de terem tomado café da manhã. Ana surpreende-se com o bem que se dão. Além do mais, adora como cozinha o tal ladrão que, afinal de contas, é bem atraente. Ana começa a sentir uma bizarra felicidade.Nesse momento uma amiga passa por sua casa para convidá-la a almoçar. Hugo fica nervoso mas a Ana inventa que a filha está doente e a dispensa imediatamente. Assim os três ficam juntinhos em casa, curtindo o domingo. Hugo conserta as janelas e o telefone que estragou na noite anterior, enquanto assovia. Ana fica sabendo que ele dança muito bem o danzón, dança que ela adora mas nunca pode praticar com ninguém. Ele propõe que dancem uma canção e se ajustam de tal maneira que chegam até a madrugada. Pauli os observa, aplaude e finalmente cai no sono. Rendidos, acabam tirados num sofá da sala.Mas, como previsto, é hora do marido voltar pra casa. Ainda que Ana se resista, Hugo devolve quase tudo o que havia roubado, dá alguns conselhos para evitar que entrem outros ladrões, e despede-se das duas mulheres com muita tristeza. Ana olha-o enquanto se distancia. Hugo já quase sumiu e ela de repente o chama aos gritos. Quando ele retorna lhe diz, fitando-o, que no próximo fim de semana seu marido vai de viagem de novo. O ladrão de sábado vai embora feliz, dançando pelas ruas do bairro, enquanto anoitece.Tradução: Aline Fagundes

novembro 2013

Detalhes resenha escritor:

Teve como seu primeiro trabalho o romance “La Hojarasca” publicado em 1955. Em 1961 publica “Ninguém escreve ao coronel”. A obra Relato de um náufrago, muitas vezes apontada como seu primeiro romance, conta a história verídica do naufrágio de Luis Alejandro Velasco e foi publicado primeiramente no “El Espectador”, somente sendo publicada em formato de livro anos depois, sem que o autor soubesse. O escritor colombiano possui obras de ficção e não ficção, tais como Crônica de uma morte anunciada e El amor en los tiempos del cólera. Em 1967 publica Cem Anos de Solidão, livro que narra a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, desde sua fundação até a sétima geração. Este livro foi considerado um marco da literatura latino-americana e exemplo único do estilo a partir de então denominado “Realismo Fantástico”. Suas novelas e histórias curtas – fusões entre a realidade e a fantasia – o levaram ao Nobel de Literatura em 1982. Em 2002 publicou sua autobiografia Viver para contar, logo após ter sido diagnosticado um câncer linfático. Marquez apontou como o seu mestre o escritor Norte-Americano William Faulkner .

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3 comentarios sobre “Relato, “Ladrón de sábado”. Autor Gabriel García Marquez. Traduçao ao português Aline R. Fagundes

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