Poema Árbol de mi alma

Como un ave que cruza el aire claro Como uma ave que cruza o ar claro
Siento hacia mí venir tu pensamiento Sinto o seu pensamento vir à mim
Y acá en mi corazón hacer su nido. E em meu coração fazer seu ninho
Ábrese el alma en flor: tiemblan sus ramas Abre-se a alma em flor: tremem suas folhas
Como los labios frescos de un mancebo Como os lábios frescos de um jazmim
En su primer abrazo a una hermosura: Em seu primeiro abraço a uma rainha
Cuchichean las hojas: tal parecen Cochicham as folhas: até parecem
Lenguaraces obreras y envidiosas, Operárias linguarudas e invejosas,
A la doncella de la casa rica À donzela da casa rica
En preparar el tálamo ocupadas: Em preparar o tálamo, ocupadas
Ancho es mi corazón, y es todo tuyo: Largo é o meu coração, e é todo seu
Todo lo triste cabe en él, y todo Toda tristeza cabe nele e tudo
Cuanto en el mundo llora, y sufre, y muere! Quanto o mundo chora e sofre e morre!
De hojas secas, y polvo, y derruidas Das folhas secas, e pó, derruídas
Ramas lo limpio: bruño con cuidado Galhos limpo: bruno com cuidado
Cada hoja, y los tallos: de las flores Cada folha, cada caule; das flores
Los gusanos del pétalo comido Os vermes dos comidos bulbos
Separo: oreo el césped en contorno Separo: arejo em volta a grama
Y a recibirte, oh pájaro sin mancha E para receber-te, oh pássaro sem mancha
Apresto el corazón enajenado! Apronto o coração confuso!

Breve Resenha do artista

José Julián Martí Pérez (Havana, 28 de janeiro de 1853 — Dos Ríos, 19 de maio de 1895) foi um político, pensador, jornalista, filósofo, poeta e maçom cubano (iniciado em 1871 no Grande Oriente Lusitano Unido, actual Grande Oriente Lusitano), criador do Partido Revolucionário Cubano (PRC) e organizador da Guerra de 1895 ou Guerra Necessária. Seu pensamento transcendeu as fronteiras de sua Cuba natal para adquirir um caráter universal. Em seu país natal, também é conhecido como «El apóstol».

Filho de pai espanhol e mãe natural das Ilhas Canárias, José Martí foi o grande mártir da Independência de Cuba em relação à Espanha. Além de poeta e pensador fecundo, desde sua mocidade demonstrou sua inquietude cívica e sua simpatia pelas ideias revolucionárias que gestavam entre os cubanos.

Filho de pai espanhol e mãe natural das Ilhas Canárias, José Martí foi o grande mártir da Independência de Cuba em relação à Espanha. Além de poeta e pensador fecundo, desde sua mocidade demonstrou sua inquietude cívica e sua simpatia pelas ideias revolucionárias que gestavam entre os cubanos.

Influenciado pelas idéias de independência de Rafael Maria de Mendive, seu mestre na escola secundária de Havana, iniciou sua participação política escrevendo e distribuindo jornais com conteúdo separatista no início da Guerra dos Dez Anos. Com a prisão e deportação de seu mestre Mendive, cristalizou-se a atitude de rebeldia que Martí nutria contra a dominação espanhola.

Em 1869, com apenas dezesseis anos, publicou a folha impressa separatista “El Diablo Cojuelo” e o primeiro e único número da revista “La Patria Libre”. No mesmo ano, passou a distribuir um periódico manuscrito intitulado “El Siboney”. Pouco depois, foi preso e processado pelo governo espanhol por estar de posse de papéis considerados revolucionários. Foi condenado a seis anos de trabalhos forçados mas passou somente seis meses na prisão. Em 1871, com a saúde debilitada, sua família conseguiu um indulto e obteve a permuta da pena original pela deportação à Espanha. Na Espanha, Martí publicou, naquele mesmo ano, seu primeiro trabalho de importância: “El Presidio Político en Cuba”, no qual expôs as crueldades e os horrores vividos no período em que esteve na prisão. Nesta obra, já se encontravam presentes o idealismo e o estilo vigoroso que tornariam Martí conhecido nos círculos intelectuais de sua época. Mais tarde, dedicou-se ao estudo do Direito, obtendo o doutorado em Leis, Filosofia e Letras da Universidade de Saragoça em 1874.

Em 19 de maio de 1895, no comando de um pequeno contingente de patriotas cubanos, após um encontro inesperado com tropas espanholas nas proximidades do vilarejo de Dos Ríos, José Martí foi atingido e veio a falecer em seguida. Seu corpo, mutilado pelos soldados espanhóis, foi exibido à população e posteriormente sepultado na cidade de Santiago de Cuba, em 27 de maio do mesmo ano.

José Martí tem um memorial, um monumento dedicado a ele como herói nacional cubano, localizado ao norte da Plaza de la Revolución na cidade de Havana. O memorial é constituído por uma torre em forma de estrela e uma estátua de José Martí.

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