Elis Regina (1945-1982) foi uma cantora brasileira, considerada, por sua performance e versatilidade, como a maior cantora do Brasil. É Também reconhecida pelas sua forma de expressão altamente emotiva, tanto na intepretação musical quanto em seus gestos.

“Águas de Março” é uma famosa canção brasileira do compositor, músico, arranjador, cantor e maestro Tom Jobim, de 1972. A canção foi lançada inicialmente no compacto simples Disco de Bolso, o Tom de Jobim e o Tal de João Bosco e, a seguir, no álbum Matita Perê, no ano seguinte. Em 1974, uma versão em dueto com Elis Regina foi lançada no LP Elis & Tom. Posteriormente, Tom Jobim compôs uma versão em língua inglesa, que manteve a estrutura e a metáfora central do significado da letra.

Canção Águas de Março

Águas de Março

Aguas de Marzo

É pau, é pedra, é o fim do camino

É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol

É  a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É  peroba do campo, é o nó da madeira

Cainga, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira

É  o mistério profundo
É  o queira ou nao queira

É  o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vao, festa da cumeeira

É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das aguas de marco, é o fim da canseira

É o pé, é o chao, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira
Uma ave no céu, uma ave no chao

É um regato, é uma fonte
É um pedaco de pao

É o fundo do poco, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego

É uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando

É uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto

É uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando

É a lenha, é o dia, é o fim da picada

É a garrafa de cana, o estilhaco na estrada

O projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguicado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte

É um sapo, é uma ra
É um resto de mato, na luz da manha

Sao as aguas de marco fechando o verao
É a promessa de vida no teu coracao
É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é Joao, é José

É um espinho na mao, é um corte no pé
Sao as aguas de marco fechando o verao

É a promessa de vida no teu coracao
É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte

É um sapo, é uma ra
É um belo horizonte, é uma febre terca

Sao as aguas de marco fechando o verao
É a promessa de vida no teu coracao

É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho
Pau, pedra, fim do caminho

Resto de toco, pouco sozinho
Pau, pedra, fim do caminho,

Resto de toco, pouco sozinho

Es palo, es piedra, es el fin del camino

Es un resto de tronco, algo solito
Es un trozo de vidrio, es la vida, es el sol

la noche,  la muerte, un lazo, un anzuelo
Es un palo-rosa del campo, nudo en la madera

Caingá, candela, es el Matita Pereira*.
Es madera del viento, borde de un barranco

Es misterio profundo
Es el quiera o no quiera

Es el viento aventado, el fin de la ladera
Es la viga, es el vano, festa da cumeeira*

Es la lluvia lloviendo, charla en la ribera
De las aguas de marzo, es el fin del trabajo

Es el pie, es el suelo, es marcha caminera
Pajarito en la mano, piedra del tira-piedras.
Un ave en el cielo, un ave en el suelo

Un arroyo, una fuente
Un pedazo de pan

Es el fondo del pozo, es el fin del camino
En el rostro el disgusto, solo en su destino
Una espina, un clavo

Una punta, un punto
Una gota goteando

Una cuenta, un cuento
Es un pez, es un gesto

Es la plata brillando

Es luz de la mañana, un ladrillo llegando

Es la leña, el día, es el fin de la charla

La botella de ron, reventón en la cara

El proyecto de casa, el cuerpo en la cama

Es el coche atascado, es el fango, es el fango

Es un paso, un puente

Es un sapo, una rana
Un resto de verde en la luz de la mañana

Son las aguas de marzo cerrando el verano
Es la promesa de vida en tu corazón.
Es palo, es piedra, es el fin del camino

Es un resto de verde, un poco solito
Es culebra, un palo, es Juan y José

Un espino en la mano, es un corte en el pie
Son la aguas de marzo cerrando el verano

La promesa de vida de tu corazón.
Es palo, es piedra, es el fin del camino

Es un resto de tronco, un poco solito
Es un paso, es un puente

Es un sapo, una rana
Es un bello horizonte, una fiebre terca

Son las aguas de marzo cerrando el verano
La promesa de vida en tu corazón.

Palo, piedra, fin del camino
El resto de tronco, un poco solito.

Palo, piedra, fin del camino
El resto de tronco, un poco solito.

Palo, piedra, fin del camino

Resto de tronco, algo solito.

Palo, piedra, fin del camino

Resto de tronco, algo solito.

Traducción Aline Fagundes. Nov 2013

Matita Pereira (Mati­ta­perê).- nombre que recibe el cuco rayado, crespín o crispín en Bra­sil. A su vez rela­cio­nado con el folclore de Brasil a través del personaje Sací. Un joven con una sola pierna, negro o mulato, con agu­je­ros en las palmas de sus manos, que fuma en pipa y usa una gorra mágica de color rojo para aparecer o desaparecer. Una criatura bromista que concederá deseos a todo aquel que sea capaz de arrebatarle su gorra. Este personaje es capaz de transformarse en el esquivo Matitaperê para escapar u ocultarse.

Festa da cumeeira.- conocida en Chile como la fiesta de los Tijerales; los tijerales son las vigas que nacen de las soleras de los muros y que se unen en la quilla o viga maestra de una construcción, conformando la estructura sobre la que irá la techumbre. Antes de que lleguen las lluvias, en las construcciones a las que hace referencia la canción, se debe dejar terminada la techumbre y, por tanto, los tijerales con su respectivo festejo. Jobim utiliza aquí el símbolo de esta fiesta (fiesta de la Cumeeira en Brasil) que celebra el fin del proceso de construcción del tejado de una casa.

Breve Resenha artista:

Elis Regina Carvalho Costa nasceu em Porto Alegre. Começou a sua carreira em festivais e foi influenciada pelas cantoras de rádio. Fez a sua estréia no festival da Record com a música “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes.

Elis Regina mudou-se para São Paulo em 1964, onde viveria até a morte. Teve muito sucesso em espetáculos como “O Fino da Bolsa”, cujo diretor era Ronaldo Boscoli, com quem se casou.

Elis era um artista eclética, interpretando canções de vários estilos, como jazz, rock, bossa nova e samba. Levou ao público cantores importantes como Milton Nascimento, João Bosco e Ivan Lins.Fez importantes duetos, só para citar dois exemplos, Tom Jobim e Jair Rodrigues.

Os álbuns mais proeminentes de Elis Regina como “Em pleno Verão” (1970), “Elis e Tom” (1974), e “Saudade do Brasil” (1980) fizeram sucesso. As canções mais conhecidas como “O Bêbado e a Equilibrista”, “Como Nossos Pais”, “Madalena” e “Casa no Campo” mostram a extrema facilidade de Elis Regina em interpretar canções de diversos espectros musicais.Curiosamente a sua voz foi colocada no patamar de instrumento musical na Ordem dos Músicos do Brasil, tamanha era a sua capacidade vocal.

Elis morreu com apenas 36 anos, em 1982, Sua morte foi decorrente do uso de cocaína e o uso exagerado da bebida alcoólica

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