Álvaro Mutis Jaramillo. (Bogotá, 25 de agosto de 1923 – Cidade México, 22 de septembro de 2013). Poeta, romancista e jornalista colombiano.

Poema Nocturno

Nocturno Noturno
Respira la noche, Respira a noite,
bate sus claros espacios, Bate seus espaços claros,
sus criaturas en menudos ruidos, Suas criaturas en ruídos miúdos,
en el crujido leve de las maderas, no leve ranjido das madeiras,
se traicionan. Traicionam-se.
Renueva la noche Renova a noite
cierta semilla oculta Certa semente oculta
en la mina feroz que nos sostiene. Na mina feroz que nos sostém.
Con su leche letal Com seu leite letal
nos alimenta Alimenta-nos
una vida que se prolonga Uma vida se prolonga
más allá de todo matinal despertar além de todo matinal acordar
en las orillas del mundo. na beira do mundo.
La noche que respira A noite respira
nuestro pausado aliento de vencidos Nosso pausado hálito de vencidos
nos preserva y protege Preserva e protege-nos
“para más altos destinos”. “para mais altos destinos”.

Tradução Aline Fagundes, nov 2013

Breve Resenha artista:

Cursa seus primeiros estudos em Bruxelas. Posteriormente trasladou-se a Bogotá e vive desde 1956 no México, onde alterna a escrita com trabalhos em diversas empresas. As lembranças de sua infancia na Bélgica marcam um dos principais temas de sua obra, o contraste entre Europa e América.

 A Princípios de 1940, começa a trabalhar no rádio, onde dirige um programa dedicado à literatura e exerce como locutor de notícias. Inicia sua carrera literária, influído pelos escritores surrealistas, publicando seus primeiros poemas e críticas na revista Vida e nos suplementos literários dos jornais El Espectador e La Razón. Em 1947 publica o seu primeiro livro de poemas em colaboração com Carlos Patino, La Balanza.

Mutis vincula-se com poetas jovens que giram em torno da revista Mito, fundada em 1955 e dirigida por Jorge Gaitán Durán. Continua publicando livros de poemas como Los elementos del desastre (1953) – onde aparece pela primeira vez Maqroll el gaviero- personagem que nunca mais o abandonaria ; Memoria de los hospitales de ultramar (1959). Por volta de 1960 começa a ocorrer nele uma mudança da poesía à prosa. Publica então o Diario de Lecumberri (1960) e Los trabajos perdidos (1961).

 Em 1973 publica seu romance, La mansión de Araucaíma, e apresenta na Espanha sua poesia Summa de Maqroll el gaviero. No ano seguinte, obtém o prêmio Nacional de Letras da Colômbia, primeiro reconocimento importante à sua obra. Continua  compaginando a literatura e o jornalismo, iniciando Bitácora del reaccionario, sua coluna semanal, e colaborando em revistas dirigidas por Octavio Paz. Na televisão apresenta o programa Encuentros, dedicado a entrevistas com escritores.

Seus seguintes livros são de poesia: Caravansary (1982), Los emisarios (1984), Crónica y alabanza del reino (1985), e Un homenaje y siete nocturnos (1987). Em 1983 ganhou o prêmio Nacional de Poesia da Colômbia, e três años despois o Prêmio Médicis ao melhor romance extrangeiro na França pelo romance  La nieve del almirante.

A Universidade do Vale o nomeia Doctor Honoris Causa em Letras em 1988, e posteriormente também o faz a Universidade de Antioquia. Os romances Ilona llega con la lluvia (1988), Un bel morir (1989), La última escala del Tramp Steamer (1990) – obra pela qual recebeu o Prêmio Javier Villa Urrutia -, Amirbar (1990) y Abdul Bashur, soñador de navíos (1991). Também recebe o Prêmio Roger Caillois, otorgado pela cidade de Reims graças a todo o conjunto de sua obra, recebe a Ordem das Artes da França e o Águila Azteca do México.

Posteriormente publica obras como Tríptico de mar y tierra ou Empresas y tribulaciones de Maqroll el Gaviero, que compila em diferentes obras dedicadas a Maqroll. Em 1997 recebe o prêmio Príncipe de Asturias das Letras e ganha a VI edição do Prêmio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana.

Em 2001 é galardonado com o  Prêmio Cervantes por seu grande aporte à literatura em língua espanhola, e dois anos despois recebe a Legião de Honra em grau de oficial, a maior distinção que otorga o governo francês.

No dia 22 de septiembre de 2003 Álvaro Mutis morre no México, onde havía morado por mais de cinquenta anos.

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