Numa noite sem fim

acabou-se a pintura

que colorira a cúpula

de tantas noites estreladas

Acabaram-se não e sim,

e falaram as lágrimas

vertendo velhas mágoas

gritando nova angústia

Uma nuvem densa, escura

pairava sobre o instante,

sobre meu olhar errante,

perdido dentro da alma

Nessa noite sofri

porque calou-se o desejo

negou-me sua boca os beijos

de tantas horas apaixonadas;

sofri porque percebi

que os suspiros, os abraços,

nossas saídas ao teatro

seriam somente retratos;

que as mãos trêmulas

as gratas horas de estrada

seriam memória,  cilada

do meu coração em pena

Vivo como quem vive

à espera do arco-íris

de um dia sem fim

Desde então, assim

divido com o céu, a madrugada

com as estrelas apagadas

esse amor que me condena

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