Músico:

Paco Ibáñez (Valência, 1934), cantor espanhol, cujo nome verdadeiro Francisco Ibez Gorostidi.O filho de um carpinteiro e mãe Valencia país basco da Guerra Civil em Barcelona, até que, por conta das idéias anarquistas do pai, foi para o exílio na França.Em 1952 ele começou a estudar violão.Em Paris, freqüentou cursos na Scola Cantorum, continuou os estudos com o guitarrista clássica Andres Segóvia.

Félix Rubén García Sarmiento, conhecido como Rubén Darío (Metapa, hoje Ciudad Darío, Matagalpa, 18 de janeiro de 1867 – León, 6 de fevereiro de 1916), foi um poeta nicaragüense, iniciador e máximo representanto do Modernismo literário em língua espanhola. É possivelmente o poeta que tem tido uma maior e mais duradoura influência na poesia do século XX no âmbito hispânico. É chamado de príncipe de las letras castellanas.

Poema Canción de Otoño en Primavera

Juventud, divino tesoro, Juventude, divino tesouro,
¡ya te vas para no volver! Já vai embora pra não voltar!
Cuando quiero llorar, no lloro… Quando quero chorar, não choro
y a veces lloro sin querer… E às vezes choro sem desejar…
Plural ha sido la celeste Plural foi a celeste
historia de mi corazón. Estória do meu coração.
Era una dulce niña, en este Era uma doce menina, neste
mundo de duelo y de aflicción. Mundo de transe e de aflição
Miraba como el alba pura; Olhava como a aurora pura
sonreía como una flor. Sorria como uma flor.
Era su cabellera obscura Era sua cabeleira escura
hecha de noche y de dolor. Feita de noite e de dor.
Yo era tímido como un niño. Eu era tímido como um menino.
Ella, naturalmente, fue, Ela naturalmente foi
para mi amor hecho de armiño, Para mim amor feito de arminho
Herodías y Salomé… Herodias e Salomé…
Juventud, divino tesoro, Juventude, divino tesouro,
¡ya te vas para no volver! Já vai embora pra não voltar!
Cuando quiero llorar, no lloro… Quando quero chorar, não choro
y a veces lloro sin querer… E às vezes choro sem desejar…
Y más consoladora y más E mais consoladora e mais
halagadora y expresiva, Bajuladora e expressiva,
la otra fue más sensitiva A outra foi mais sensitiva
cual no pensé encontrar jamás. como não pensei encontrar jamais
Pues a su continua ternura Pois a sua contínua ternura
una pasión violenta unía. Uma paixão violenta unia
En un peplo de gasa pura Num manto de organça pura
una bacante se envolvía… Uma vaga se envolvia
En sus brazos tomó mi ensueño Nos seus braços pegou meu sonho
y lo arrulló como a un bebé… E o nanou como a um bebê…
Y te mató, triste y pequeño, E te matou, triste e pequeno,
falto de luz, falto de fe… Falto de luz, falto de fé…
Juventud, divino tesoro, Juventude, divino tesouro,
¡te fuiste para no volver! Já vai embora pra não voltar!
Cuando quiero llorar, no lloro… Quando quero chorar, não choro
y a veces lloro sin querer… E às vezes choro sem desejar…
Otra juzgó que era mi boca Outra julgou que era minha boca
el estuche de su pasión; O estojo de sua paixão;
y que me roería, loca, E que me roía, louca
con sus dientes el corazón. Com seus dentes o coração.
Poniendo en un amor de exceso Pondo num amor de excesso
la mira de su voluntad, O alvo da sua vontade
mientras eran abrazo y beso Enquanto eram abraço e beijo
síntesis de la eternidad; Sínteses da eternidade
y de nuestra carne ligera E da nossa carne ligeira
imaginar siempre un Edén, Imaginar sempre um Éden,
sin pensar que la Primavera Sem pensar que a primavera
y la carne acaban también… E a carne acabam também
Juventud, divino tesoro, Juventude, divino tesouro,
¡ya te vas para no volver! Já vai embora pra não voltar!
Cuando quiero llorar, no lloro… Quando quero chorar, não choro
y a veces lloro sin querer. E às vezes choro sem desejar…
¡Y las demás! En tantos climas, E as outras! Em tantos climas,
en tantas tierras siempre son, Em tantas terras sempre são
si no pretextos de mis rimas Senão pretextos de minhas rimas
fantasmas de mi corazón. Fantasmas do meu coração.
En vano busqué a la princesa Em vão procurei a princesa
que estaba triste de esperar. Que estava triste por esperar,
La vida es dura. Amarga y pesa. A vida é dura, amarga e espessa
¡Ya no hay princesa que cantar! Jã não há princesas a quem cantar!
Mas a pesar del tiempo terco, Mas apesar do tempo teimoso
mi sed de amor no tiene fin; Minha sede de amor não tem fim;
con el cabello gris, me acerco Com o cabelo cinza me assomo
a los rosales del jardín… na rosaleira do jardim…
Juventud, divino tesoro, Juventude, divino tesouro,
¡ya te vas para no volver! Já vai embora pra não voltar!
Cuando quiero llorar, no lloro… Quando quero chorar, não choro
y a veces lloro sin querer… E às vezes choro sem desejar…
¡Mas es mía el Alba de oro! Mas a minha é aurora de ouro!

Tradução Aline Fagundes. Dic 2013

Breve resenha artista

Para a formação poética de Rubén Darío foi determinante a influência da poesia francesa. Em primeiro lugar, os românticos, e muito especialmente Víctor Hugo. Mais tarde, e de forma decisiva, chega a influência dos parnasianos Théophile Gautier, Catulle Mendès e José María de Heredia. Por último, o que termina por definir a estética dariana é sua admiração pelos simbolistas, e entre eles, acima de qualquer outro, Paul Verlaine.

 Recapitulando sua trajetória poética no poema inicial de Cantos de vida y esperanza (1905), o próprio Darío sintetiza suas principais influências afirmando que foi “com Hugo forte e com Verlaine ambíguo”.

Muito ilustrativo para conhecer os gostos literários de Darío é o volume Los raros, que publicou no mesmo ano que Prosas profanas, dedicado a glosar brevemente a alguns escritores e intelectuais que admirava. Entre os selecionados estão Edgar Allan Poe, Villiers de l’Isle Adam, Léon Bloy, Paul Verlaine, Lautréamont, Eugenio de Castro e José Martí (este último é o único autor mencionado que escreveu sua obra em espanhol). O predomínio da cultura francesa é mais evidente. Darío escreveu: “El Modernismo no es otra cosa que el verso y la prosa castellanos pasados por el fino tamiz del buen verso y de la buena prosa franceses”.

 Isto não quer dizer que a literatura em espanhol não tenha importância em sua obra. Deixando a parte sua época inicial, anterior a Azul…, em qual sua poesia é em grande medida devedora dos grandes nomes da poesia espanhola do século XIX, como Núñez de Arce y Campoamor, Darío foi um grande admirador de Bécquer.

 Os temas espanhóis estão muito presentes em sua produção já desde Prosas profanas (1896) e, muito especialmente, desde sua segunda viagem a Espanha, en 1899. Consciente da decadência do espanhol tanto na política como na arte (preocupação que compartilhou com a chamada Geração de 98), se inspira com freqüência em personagens e elementos do passado. Assim ocorre, por exemplo, em seu “Letanía de nuestro señor Don Quijote”, poema incluído en Cantos de vida y esperanza (1905), em que exalta o idealismo de Dom Quixote.

Seu espírito cosmopolita tirou-o de sua Nicarágua natal, levando-o a Santiago de Chile, Buenos Aires, Madrid, Paris, porque queria vencer o provincianismo que imperava nos costumes literários da América Latina. Sua visão era sincrética devido à leitura dos românticos, simbolistas e parnasianos franceses, como já citado. Interessava-se pela música, pela pintura, a sensualidade pagã e o misticismo cristiano, a alma e o corpo, as cores e os sons, o que impregna sua obra de sinestesias e hipersensibilidade. Tratava-se de uma forma de esgotar a complexidade do mundo moderno,  como agente e intérprete que era. Estava no meio de questões que refletiam não somente a consciência crítica do homem sobre a arte e a vida, mas também a realidade sócio-política  e as naturais insatisfações do artista.

A estética modernista aparece na sua prosa Azul (1888), inclusive a renovação começa com este gênero. Rubén Dario deu um novo rumo a poesia em língua espanhola, apesar de não ter publicado livros de contos, dedicou-se também à eles porque tanto para ele como para os modernistas em geral o conto era um campo de exploração tão intenso como o da poesia.

O símbolo preferido de Rubén Dario foi o cisne, que aparece em muitas das suas composições. Outra obra importante do poeta nicaraguense são os  Cantos de vida y Esperanza que apresentam um tom diferente, “mais angustiado e o hispânico adquere importância frente a rápida expansão dos Estados Unidos’.

Paco Ibánez (Valência, 1934), cantor espanhol, cujo nome verdadeiro Francisco Ibez Gorostidi.O filho de um carpinteiro e mãe Valencia país basco da Guerra Civil em Barcelona, até que, por conta das idéias anarquistas do pai, foi para o exílio na França.Em 1952 ele começou a estudar violão.Em Paris, freqüentou cursos na Scola Cantorum, continuou os estudos com o guitarrista clássica Andres Segóvia.

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