Canção Garota de Ipanema

Olha que coisa mais linda Mira que cosa más linda
 Mais cheia de graça Tan llena de gracia
 É ela menina Es ella, la chica
 Que vem e que passa Que viene y que pasa
 Num doce balanço Con su dulce meneo
 A caminho do mar Caminando hacia el mar
Moça do corpo dourado Mujer de cuerpo dorado
 Do sol de Ipanema Por el sol de Ipanema
 O seu balançado é mais que um   poema Tu menear es más que un poema
 É a coisa mais linda que eu já   vi passar Es la cosa más linda que ya vi pasar
Ah, por que estou tão sozinho? Ah, por qué estoy tan solito?
 Ah, por que tudo é tão triste? Ah, por qué todo es tan triste?
 Ah, a beleza que existe Ah, la belleza que existe
 A beleza que não é só minha La belleza que no es solo mía
 Que também passa sozinha Que también pasa solita
Ah, se ela soubesse Ah, si ella supiera
 Que quando ela passa Que cuando ella pasa
 O mundo inteirinho se enche de   graça El mundo enterito se llena de gracia
 E fica mais lindo E se vuelve más lindo
 Por causa do amor A causa del amor

Breve resenha artistas:

Vinícius.-

Vinicius de Moraes nasceu em 1913 no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, funcionário da Prefeitura, poeta e violinista amador, e Lídia Cruz, pianista amadora. Vinícius é o segundo de quatro filhos, Lygia (1911), Laetitia (1916) e Helius (1918). Mudou-se com a família para o bairro de Botafogo em 1916, onde iniciou os seus estudos na Escola Primária Afrânio Peixoto. Desde então, já demonstrava interesse em escrever poesias. Em 1922, a sua mãe adoeceu e a família de Vinicius mudou-se para a Ilha do Governador, ele e sua irmã Lygia permanecendo com o avô, em Botafogo, para terminar o curso primário.

 Vinicius de Moraes ingressou em 1924 no Colégio Santo Inácio, de padres jesuítas, onde passou a cantar no coral e começou a montar pequenas peças de teatro. Três anos mais tarde, tornou-se amigo dos irmãos Haroldo e Paulo Tapajós, com quem começou a fazer suas primeiras composições e a se apresentar em festas de amigos. Em 1929, concluiu o ginásio e no ano seguinte, ingressou na Faculdade de Direito do Catete, hoje Faculdade Nacional de Direito (UFRJ). Na chamada “Faculdade do Catete”, conheceu e tornou-se amigo do romancista Otavio Faria, que o incentivou na vocação literária. Vinicius de Moraes graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933.

Três anos depois, obteve o emprego de censor cinematográfico junto ao Ministério da Educação e Saúde. Dois anos mais tarde, Vinicius de Moraes ganhou uma bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford. Em 1941, retornou ao Brasil empregando-se como crítico de cinema no jornal “A Manhã”.12 Tornou-se também colaborador da revista “Clima” e empregou-se no Instituto dos Bancários.

 No ano seguinte, foi reprovado em seu primeiro concurso para o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em 1943, concorreu novamente e desta vez foi aprovado. Em 1946, assumiu o primeiro posto diplomático como vice-cônsul em Los Angeles. Com a morte do pai, em 1950, Vinicius de Moraes retornou ao Brasil. Nos anos 1950, Vinicius atuou no campo diplomático em Paris e em Roma, onde costumava realizar animados encontros na casa do escritor Sérgio Buarque de Holanda.

 No final de 1968 foi afastado da carreira diplomática tendo sido aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional Número Cinco.

 O poeta estava em Portugal, a dar uma série de espectáculos, alguns com Chico Buarque e Nara Leão, quando o regime militar emitiu o AI-5. O motivo apontado para o afastamento foi o seu comportamento boêmio que o impedia de cumprir as suas funções. Vinícius foi anistiado (post-mortem) pela Justiça em 1998. A Câmara dos Deputados brasileira aprovou em Fevereiro de 2010 a promoção póstuma do poeta ao cargo de “ministro de primeira classe” do Ministério dos Negócios Estrangeiros – o equivalente a embaixador, que é o cargo mais alto da carreira diplomática. A lei foi publicada no Diário Oficial do dia 22 de junho de 2010 e recebeu o número 12.265.13

 Vinicius começou a se tornar prestigiado com sua peça de teatro “Orfeu da Conceição”, em 25 de setembro de 1956. Além da diplomacia, do teatro e dos livros, sua carreira musical começou a deslanchar em meados da década de 1950 – época em que conheceu Tom Jobim (um de seus grandes parceiros) -, quando diversas de suas composições foram gravadas por inúmeros artistas. Na década seguinte, Vinicius de Moraes viveu um período áureo na MPB, no qual foram gravadas cerca de 60 composições de sua autoria. Foram firmadas parcerias com compositores como Baden Powell, Carlos Lyra e Francis Hime.

Na década de 1970, já consagrado e com um novo parceiro, o violonista Toquinho, Vinicius seguiu lançando álbuns e livros de grande sucesso.

Na noite de 9 de julho de 1980, acertando detalhes com Toquinho sobre as canções do álbum “Arca de Noé”, Vinicius alegou cansaço e que precisava tomar um banho. Na madrugada do dia seguinte Vinicius foi acordado pela empregada, que o encontrara na banheira de casa, com dificuldades para respirar. Toquinho, que estava dormindo, acordou e tentou socorrê-lo, seguido por Gilda Mattoso (última esposa do poeta), mas não houve tempo e Vinicius de Moraes morreu pela manhã.

Tom Jobim.-

Antônio Carlos Jobim (1927-1994) nasceu no dia 25 de janeiro, no tradicional bairro da Tijuca, mas ainda criança foi morar em Ipanema. Era filho de Jorge de Oliveira Jobim e Nilza Brasileiro de Almeida. Sua irmã Helena nasceu em 1931. Cresceu ouvindo música, sua avó tocava piano e seu tio tocava violão e lhe dava aulas. Com 13 anos interessou-se pelo piano, foi aluno de professores renomados como Hans Joachim Koellrentter, mestre de muitos compositores eruditos, e Lúcia Branco, uma das melhores professoras de música, na época.

 Tom Jobim, como era conhecido, iniciou o curso de arquitetura, em 1946, mas abandonou a carreira para dedicar-se à música. Em 1949 casa-se com Tereza de Otero com quem teve dois filhos. No início dos anos 50, já tocava na noite, em bares e boates de Copacabana, como no famoso Beco das Garrafas. Em 1952 foi contratado pela gravadora Continental, como arranjador, onde conviveu com o maestro e compositor Radamés Gnatalli.

 Em 1954 foi para gravadora Odeom, onde compõe sambas em parceria com Billy Blanco, como “Tereza da praia”, que foi o seu primeiro sucesso, e gravada por Lúcio Alves e Dick Farney. Em 1956 musicou a peça “Orfeu da Conceição” com Vinícius de Morais, logo depois adaptada para o cinema pelo cineasta francês Marcel Camus. Desta peça fez parte a música “Se todos fossem iguais a você”. que fez grande sucesso.

 Tom Jobim foi diretor artístico da gravadora Odeon até 1958, ano em que Elisete Cardoso gravou, acompanhada do violão de João Gilberto, várias canções feitas em parceria de Tom e Vinícius, no disco “Canção do amor demais”, que foi um marco na história da música no Brasil.

 Em 1959 João Gilberto lança o disco “Chega de saudades”. Tom Jobim fica conhecido como um dos principais compositores da Bossa Nova As faixas de maior sucesso do disco foram, além da canção título, a canção “Desafinado” e o “Samba de uma nota só”, compostas com Newton Mendonça e que se tornaram a base da sólida carreira internacional do “maestro da bossa nova”, introdutor de arranjos que renovaram as estruturas tradicionais da música popular brasileira.

 Em novembro de 1962, Tom apresentou-se no Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, em Nova York, com outros músicos brasileiros. No ano seguinte gravou um disco com o saxofonista Stan Getz e, em 1967, com Frank Sinatra. Em 1968, a música “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Buarque, venceu o Festival Internacional da Canção. Nas décadas seguintes, Tom teve canções interpretadas por grandes nomes como Ella Fitzgerald e Elis Regina.

 Musicou filmes e produções para televisão. Tom teve muitos parceiros musicais, entre os quais Dolores Duran com a música “Por causa de você” e Aluísio de Oliveira com “Dindi”. A parceria com Vinícius foi a que gerou sucessos como “Chega de saudade” de 1958, “Eu sei que vou te amar” de 1958 e “Ela é carioca” de 1963. A música “Garota de Ipanema” composta em 1962 só foi gravada em março de 1963 e chegou a figurar entre as dez canções mais executadas em todo o mundo. Também compôs sozinho alguns clássicos e na maioria deles revela seu amor ao Rio de Janeiro, como em “Corcovado”, 1960, “Samba do avião” 1963 e “Lígia” em 1973.

 Letrista e compositor refinado, autor de inúmeras canções inspiradas na natureza, como “Wave” (1969), “Águas de março” (1972) e “Passarim”. A partir de “Urubu” de 1976, Tom Jobim passou a fazer arranjos mais complexos, repletos de efeitos orquestrais. Da década de 1980 em diante, os temas de suas composições voltaram-se cada vez mais para a riqueza da natureza brasileira. Em 1986 casa-se co a fotógrafa e vocalista da Banda Nova, Ana Beatriz, com quem teve dois filhos. Antônio Carlos Jobim morreu no dia 8 de dezembro de 1994, em Nova York.

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