Português:

Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil. Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro no “asfalto”, ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época – fato de grande importância, não só o samba, mas a história da música popular brasileira

Espanol:

Noel de Medeiros Rosa (Río de Janeiro, 11 de diciembre de 1910 — Río de Janeiro, 4 de mayo de 19371 ) fue un sambista, cantante, compositor, mandolinista y guitarrista brasileño y uno de los mayores y más importantes artistas de la música de su país.

Fue responsable de la unión de la «samba de morro» y la «samba del asfalto», hecho que cambiaría para siempre no sólo la propia samba, sino la historia de la música popular brasileña

Canção Filosofia

O mundo me condena, e ninguém tem pena El mundo me condena, y nadie me tiene pena
Falando sempre mal do meu nome Maldeciendo siempre mi nombre
Deixando de saber se eu vou morrer de sede Dejando de saber si voy a morir de sed
Ou se vou morrer de fome O si voy a morir de hambre
Mas a filosofia hoje me auxilia Pero la filosofía hoy me ayuda
A viver indiferente assim A vivir indiferente, así
 Nesta prontidão sem fim En esta prontitud sin fin
 Vou fingindo que sou rico Voy fingiendo que soy rico
 Pra ninguém zombar de mim Para que nadie se burle de mí
 Não me incomodo que você me   diga No me incomoda que me digas
Que a sociedade é minha inimiga Que la sociedad es mi enemiga
Pois cantando neste mundo Pues cantando en este mundo
 Vivo escravo do meu samba,   muito embora vagabundo Soy  esclavo de mi samba,   aunque vagabundo
 Quanto a você da aristocracia En cuanto la burda aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra alegria Que tiene dinero pero no compra alegría
 Há de viver eternamente sendo   escrava dessa gente Y vivir eternamente siendo esclavo de esa gente
 Que cultiva hipocrisia Que cultiva hipocresía

Breve resenha artista:

Português

Noel nasceu de um parto difícil em que o uso do fórceps pelo médico causou-lhe um afundamento da mandíbula que o marcou por toda a vida. Criado no bairro carioca de Vila Isabel, filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio São Bento de 1923 a 1928.

 Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música – e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca. Entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.

 Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, “Minha Viola” e “Toada do Céu”, ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de “Com que roupa?”, um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma seqüência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica. Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, seu parceiro em “Positivismo”, o considerava o “rei das letras”. Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira, incluindo clássicos de Noel como “Feitiço da Vila” e “Palpite Infeliz”. Entre os intérpretes que passaram a cantar seus sambas, destacam-se Mário Reis, Francisco Alves e Aracy de Almeida.

 Noel teve ao mesmo tempo algumas namoradas. Casou-se em 1934 com Lindaura, mas era apaixonado mesmo por Ceci, a dama do cabaré. Passou os anos seguintes travando um batalha contra a tuberculose. A boemia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava para o samba, a bebida e o cigarro. Mudou-se para Belo Horizonte,[nota 1] trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na boêmia. De volta ao Rio, jurou estar curado. Faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em conseqüência da doença que o perseguia desde sempre.

Espanol:

Durante su etapa adolescente aprendió a tocar la mandolina (bandolim) de oído y se aficionó a la música y a la notoriedad que ella le proporcionaba. Enseguida cambió a la guitarra y se volvió figura conocida de la bohemia carioca. Ingresó en la Facultad de Medicina, pero pronto la vida de estudiante se mostró poco atrayente para el artista, atrapado por el samba y las largas noches regadas de cerveza. Noel Rosa fue integrante de varios grupos musicales, entre ellos Bando do Tangarás, al lado de João de Barro, Almirante, Alvinho y Henrique Brito.

 En 1929 probó suerte con sus primeras composiciones, Minha viola y Toada do céu, ambas grabadas por él mismo, pero no fue hasta 1930 cuando consiguió el éxito con el lanzamiento de Com qué roupa?, una samba humorística que sobrevivió décadas y que hoy es un clásico del cancionero brasilero. Noel Rosa se reveló como un brillante cronista de lo cotidiano, con una secuencia de canciones en las que destaca el humor y la vena crítica.

Se casó en 1934 con Lindaura sin abandonar sus otras aventuras amorosas y pasó los años siguientes librando una batalla contra la tuberculosis. La vida bohemia, sin embargo, nunca dejó de ejercer un atractivo irresistible para el artista, que entre viajes a ciudades de mayor altitud, buscando el clima más benigno para su enfermedad, siempre volvía a la samba, la bebida y el tabaco. Se trasladó a Belo Horizonte (la capital de Minas Gerais), en donde trabajó en Radio Mineira y entró en contacto con otros compositores amigos de la noche y la bohemia. De vuelta a Río de Janeiro aseguró estar curado, pero pronto falleció en su casa de Vila Isabel en 1937, a los 26 años, como consecuencia de la dolencia que lo perseguía desde siempre

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