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Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980) foi um cantor, compositor, poeta e violonista brasileiro. Tem como maiores sucessos, as músicas As Rosas Não Falam e O Mundo É um Moinho.

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Angenor de Oliveira, más conocido como Cartola (Río de Janeiro, 11 de octubre de 1908 — Río de Janeiro, 30 de noviembre de 1980) fue un cantante, compositor y guitarrista brasileño.

Mundo é um moinho
Mundo es un molino
Ainda é cedo amor, mal começaste a conhecer a vida
Aún es pronto amor, a penas comenzaste a conocer la vida
Já anuncias a hora de partida
y ya anuncias la hora de tu partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Sin saber de veras el rumbo que tomarás
Presta atenção, querida
Presta atención querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Aunque sé que estás convencida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
se cae un poco de tu vida a cada esquina
E em pouco tempo não serás mais o que és
Y en poco tiempo no serás lo que eres
Ouça-me bem, amor
Escúchame bien, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Presta atención, el mundo es un molino
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Va a triturar tus sueños, tan mezquinos
Vai reduzir as ilusões a pó
va a convertir tus ilusiones en delirio
Preste atenção, querida
Presta atención, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
De cada amor solo herederas el cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
cuando percibas estarás al borde del abismo
Abismo que cavastes com teus pés
Abismo que cavaste con tus pies

Traducción Aline Fagundes. Ene 2014

Breve resenha artista

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Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980) foi um cantor, compositor, poeta e violonista brasileiro. Tem como maiores sucessos, as músicas As Rosas Não Falam e O Mundo É um Moinho.

Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira, Cartola nasceu no bairro do Catete, mas passou a infância no bairro de Laranjeiras. Tomou gosto pela música e pelo samba ainda moleque e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão. Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma incipiente favela.

Na Mangueira, logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça — seis anos mais velho — e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boemia, da malandragem e do samba.

Com 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos — tendo terminado apenas o primário. Arranjou emprego de servente de obra e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse chapéu, ganhou dos colegas de trabalho o apelido “Cartola”.

Junto com um grupo de amigos sambistas do morro, Cartola criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira. Ele compôs também o primeiro samba para a escola de samba, “Chega de Demanda”. Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930, em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Sílvio Caldas.

Mas no início da década seguinte, Cartola desapareceu do cenário musical carioca e chegou a ser dado como morto. Pouco se sabe sobre aquele período, além do sambista ter brigado com amigos da Mangueira, ter contraído uma grave doença — especula-se que tenha sido meningite — e ter ficado abatido com a morte de Deolinda, a mulher com quem vivia.

Cartola só foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto (mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta), trabalhando como lavador de carros em Ipanema. Graças a Porto, Cartola voltou a cantar, levando-o a programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem gravados. A partir daí, o compositor é redescoberto por uma nova safra de intérpretes.

A união dele com uma pastora ligada à história comunidade da Mangueira, que para lá o levaria de volta, e o talento gastronômico de Dona Zica, foi decisivo na alavancada obtida na vida do casal, pois, conforme um depoimento desta, registrado na biografia de Cartola, op. cit., ela, na década de 1960, foi comandar um Vatapá, na casa de Benjamin Eurico Cruz, e fez um contato do qual viria a surgir embrião do que, em outro endereço viria a ser o futuro Zicartola, na Associação das Escolas de Samba, ainda na Rua dos Andradas, 81.

Em 1964 o sambista e sua nova esposa, Dona Zica, abriram um restaurante na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia encontros de samba e boa comida, reunindo a juventude da zona sul carioca e os sambistas do morro. O Zicartola fechou as portas algum tempo depois, e o compositor continuou com seu emprego público e compondo seus sambas.

Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como “As Rosas Não Falam”, “O Mundo é um Moinho”, “Acontece”, “O Sol Nascerá” (com Elton Medeiros), “Quem Me Vê Sorrindo” (com Carlos Cachaça), “Cordas de Aço”, “Alvorada” e “Alegria”. No final da década de 1970, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.

Espanol

Angenor de Oliveira, más conocido como Cartola (Río de Janeiro, 11 de octubre de 1908 — Río de Janeiro, 30 de noviembre de 1980) fue un cantante, compositor y guitarrista brasileño.

Considerado por diversos músicos y críticos como el mayor sambista de la historia de la música brasileña, Cartola nació en el barrio do Catete, pero pasó la infancia en el barrio de Laranjeiras. Se interesó por la música y por el samba siendo un niño y aprendió con su padre a tocar cavaquinho y guitarra. Dificultades financieras obligaron a la numerosa familia a mudarse al morro da Mangueira, donde entonces comenzaba a despuntar una incipiente favela.

En la Mangueira, luego conoció a Carlos Cachaça – seis años mayor – con quien hizo amistad. Juntos y en compañía de otros bambas, se iniciaron en el mundo de la bohemia, la delincuencia y del samba.

Con 15 años, luego de la muerte de su madre, abandonó los estudios – habiendo terminado apenas la primaria. Consiguió empleo de ayudante de obra, y comenzó a usar un sombrero hongo para protegerse de los deshechos que caían. Por usar ese sombrero, le fue adjudicado por sus colegas el apodo de “Cartola”.

Junto con un grupo de amigos sambistas del morro, Cartola creó el Bloco dos Arengueiros, cuyo nucleo en 1928 fundó la Estação Primeira de Mangueira. El compuso también la primera samba para la escuela de samba, “Chega de Demanda”. Las sambas de Cartola se popularizaron en la década de 1930, en voces ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis y Silvio Caldas.

Pero en el inicio de la década siguiente, Cartola desapareció de la escena musical carioca y llegó a ser dado como muerto. Poco se sabe sobre aquel período, además de haberse enemistado con sus amigos de la Mangueira, contraído una grave enfermedad – se cree fuera meningitis – haber quedado abatido con la muerte de Deolinda, la mujer con quien vivía.

Cartola solo fue redescubierto en 1956 por el periodista Sérgio Porto (más conocido como Stanislaw Ponte Preta), trabajando como limpiador de automóviles en Ipanema. Gracias a Porto, Cartola volvió a cantar, llevándolo a programas de radio y haciéndolo componer nuevas sambas para grabar. A partir de ahí, el compositor es redescubierto por una nueva generación de intérpretes. En 1964, el sambista y su nueva esposa, Dona Zica, abrieron un restaurante en la rua da Carioca, el Zicartola, que promovía encuentros de samba y buena comida, reuniendo a la juventud de la zona sur carioca y los sambistas del morro.

En 1964, el sambista y su nueva esposa, Dona Zica, abrieron un restaurante en la rua da Carioca, el Zicartola, que promovía encuentros de samba y buena comida, reuniendo a la juventud de la zona sur carioca y los sambistas del morro. El Zicartola cerró sus puertas algún tiempo después, el compositor continuó con su empleo público y componiendo sus sambas.

Em 1974, a los 66 años, Cartola grabó el primero de sus cuatro discos solista, y su carrera tomó impulso nuevamente con clásicos como “As Rosas Não Falam”, “O Mundo é um Moinho”, “Acontece”, “O Sol Nascerá” (con Elton Medeiros), “Quem Me Vê Sorrindo” (con Carlos Cachaça), “Cordas de Aço”, “Alvorada” y “Alegria”. Hacia el final de la década de 1970, se mudó de la Mangueira para una casa en Jacarepaguá, donde residió hasta el dia de su muerte en 1980

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