A água jorra pro alto

com forma de espada.

Sobe com tanta pressão

que na verdade se parece

a uma feroz erupção ou

a um supersônico foguete.

Lá encima, durante segundos,

entre o violeta e o verde mudos,

paira a espuma projetada,

níveo pássaro sem asas

Então começo a pensar:

O quê a sustenta no ar?

Será só uma questão de tempo

ou também de firmeza e anseio?

Mas de repente ela cai,

rasgando as capas de oxigênio

como um míssil de guerra;

e assim enquanto eu tento

reter o sonho que despenca

sinto que o chão se inquieta

porque já não há volta atrás.

Sei que as gotas que caem,

líquidas estrelas cadentes,

anunciam o fim iminente

do brilho que vi flutuar;

porque finalmente o vivido

igual a tudo acaba caindo

conforme às leis do planeta

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