formiguinha2

Somos formiguinhas

aspirando a ser girafas

para chegar ao topo do mundo

ou ao centro de outra galáxia.

 

Certo é que precisamos,

deixar uma marca no espaço

estampa na vida, nos regaços

do amigo, amante e universo

 

Mas reféns confessos

de querer mostrarnos distintos,

se nutridos pelo ego viperino,

deturpamos as impressões

 

Assim, aparentemente indubitável,

as marcas se estampam de fato

mas em diferentes proporções:

 

quando solitários e dispersos,

somos pó,  linha de fumaça,

sopro no meio do tudo e do nada;

quando chegamos mais perto,

aprendemos a ser sujeitos,

formigas dividindo a estrada.

 

Sujeitos  à toda a liberdade

que corajosos e covardes

nos fizeram assentir;

somos guerreiros vesgos,

atrás de entendimento

sobre o motivo de existir;

seres frágeis que sopram

ventos que nos assolam

e desenham o porvir.

 

Ontem, hoje e adiante,

sempre micróbios e gigantes

nessa vontade sem fim;

achegados aos regaços

somos ouro e retalho

somos nãos e sims

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