Deixe-me distinguir a pureza

brilhando nas andantes veias

do seu coração faminto.

 

Não açoitemos as virgens intenções,

colorindo a boca com canções

cuja letra instaura medo.

 

Atente a voz dos meus olhos

que riem acima dos lábios,

ouça o seu grito insonoro

 

Talvez os meus desejos mais íntimos

sejam os seus, em um marco distinto,

atados a uma fronteira de egos

onde antes havia amorfo pó.

 

Imploro à você se conecte

à vontade única e inerente

de quebrar todos os zelos

 

Compartilhemos as penas

para que a palavra condena

mergulhe no níveo silêncio

e se pronuncie.

 

Deixe-se, enfim, mostrar-me,

errar entre os seus sorrisos,

deitar no seu leito, rendido,

e depositar velhas cascas.

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5 comentarios sobre “Poema “Deixe-me”. Autora Aline Fagundes

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