Rugem os sinos da roda,

voz do destino que se alça:

latente, pronta, inesperada.

Roça a sua pele avermelhada

nas gélidas fibras do rio,

para anunciar o fim do ciclo

e lavar-se em águas limpas.

Ela retorna, mas não ilesa;

após penetrar na correnteza

transformadora do desapego,

eleva-se com poucas certezas

e cheia de novos anseios.

Portanto nunca está vazia;

gestante da alma infinita,

de céus azuis e solos secos,

roda a fé inabalável,

água, transmuta, tempo.

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6 comentarios sobre “Poema Roda. Autora Aline Fagundes

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