Cai uma cachoeira de grãos, linhas de finíssima areia,

etérea cortina de centelha que deságüa no meu peito.

Do céu dos meus olhos vãos, vidente cúpula sem teto,

fértil hemisfério direito, escorre o elixir imaginário.

Descende rápido, rumo ao chão, com urgência;

desde as artérias, saliva e canais da subconsciência,

rolam os sonhos ascendentes, codificados.

E procuram sua liberdade, aspiram ser realidade

rolando do pico das idéias ao corpo sentido da ação.

Procuram chegar à terra, fundir-se com a experiência,

pintar de verde o deserto e de ouro molhar o chão.

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4 comentarios sobre “Poema Elixir Imaginário. Autora Aline Fagundes

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