Poema Mal Secreto Poema Mal Secreto
Se a cólera que espuma, a dor que mora Si la cólera espumosa, el dolor que en el alma mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce, y destruye cada ilusión que nace,
Tudo o que punge, tudo o que devora Si todo lo punzante, lo que devora
O coração, no rosto se estampasse; el corazón en el rostro se estampase;
Se se pudesse o espírito que chora Si pudiera el espíritu que llora
Ver através da máscara da face, ver a través de la máscara, de la farsa
Quanta gente, talvez, que inveja agora Cuanta gente que, tal vez, hoy envidia
Nos causa, então piedade nos causasse! nos causa, ¡al fin piedad nos inspiraría!
Quanta gente que ri, talvez, consigo Cuanta gente que ríe, quizás, en sigilo
Guarda um atroz, recôndito inimigo, guarda un atroz y recóndito enemigo,
Como invisível chaga cancerosa! ¡Como invisible llaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe, Cuanta gente que ríe, tal vez, triste,
Cuja a ventura única consiste cuya exclusiva ventura consiste
Em parecer aos outros venturosa! ¡En mostrarse a los demás venturosa!

Breve biografía:

Raimundo da Mota Azevedo Correia – Nasceu a 13 de maio de 1860, a bordo do vapor São Luiz, na baia de Mogunca, nas costas do Maranhão. Bacharelou-se na Faculdade Direito de S!ao Paulo, em 1882. Promotor Público, em São João da Barra. Juiz Municipal, Em Vassouras, Estado do Rio. Pretor da 2a. Pretoria da Capital Federal. Lente da Escola de Direito de Ouro Preto. Professor e diretor do Ginásio Petropolis. Foi á Europa em busca de saúde e faleceu, em Paris, em 13 de setembro de 1911.

OBRAS – Primeiros Sonhos; Sinfonias; Versos e Versões; Aleluias; Poesias.  APRECIAÇÃO – “Estamos em presença do primeiro poeta parnasiano do Brasil. Nenhum outro conseguiu perfeição da forma poética de Raimundo, nem a delicadeza de sua inspiração, nem a variedade de seus temas. Fugiu á monotonia amorosa de Bilac, á insensibilidade de Alberto de Oliveira, tocando todos os assuntos, vibrando todos os sentimentos humanos, sempre delicado e profundo. Não nos sentimos embaraçados e dizer que Raimundo Correia é o primeiro poeta do Brasil”.

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