Pensamiento, del gran pensador, Eduardo Galeano. Hoy para la eternidad…

galeano

“Yo no creo en la caridad. Yo creo en la solidaridad. La caridad es tan vertical: va de arriba hacia abajo. La solidaridad es horizontal: respeta a la otra persona y aprende con ella. Nosotros, mayormente, tenemos mucho por aprender de los demás”

” Eu não acredito em caridade. Eu acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical: vai de cima para baixo. Solidariedade é horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro. A maioria de nós tem muito o que aprender com as outras pessoas”.

Traducción ARF. Abril 2015

Poema “Ausencia de Dios”, “Ausência de Deus”. Autor Mario Benedetti

mariobenedetti

Espanol

Mario Benedetti (Paso de los Toros, departamento de Tacuarembó, 14 de septiembre de 1920 — Montevideo, 17 de mayo de 2009) fue un poeta, escritor e ensayista uruguaio. Integrante de la generación del 45, a la cual también pertenecen Idea Vilariño y Juan Carlos Onetti, entre otros. Considerado uno de los  principales autores uruguayos, inició su carrera literária en 1949, volviéndose famoso en 1956, con la publicación de “Poemas de Oficina”, una de sus obras más conocidas. Benedetti escribió más de 80 libros de poesia, novelas,  cuentos y ensayos, asimismo guiones de cinema.

Português

Mario Benedetti (Paso de los Toros, departamento de Tacuarembó, 14 de setembro de 1920 — Montevidéu, 17 de maio de 2009) foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, a qual pertencem também Idea Vilariño e Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar “Poemas de Oficina”, uma de suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema.

Poema Ausencia de Dios

Ausencia de Dios Ausência de Deus
Digamos que te alejas definitivamente Digamos que você se afasta definitivamente
hacia el pozo de olvido que prefieres, rumo ao poço do esquecimento que preferir,
pero la mejor parte de tu espacio, Mas a melhor parte do seu espaço,
en realidad la única constante de tu espacio, Na verdade a única constante do seu espaço,
quedará para siempre en mí, doliente, Ficará sempre em mim, doendo,
persuadida, frustrada, silenciosa, Persuadida, frustrada, silenciosa,
quedará en mí tu corazón inerte y sustancial, Ficará em mim o seu coração inerte e substancial
tu corazón de una promesa única Seu coração da promessa única
en mí que estoy enteramente solo Em mim que estou totalmente sozinho
sobreviviéndote. Sobrevivendo-lhe
Después de ese dolor redondo y eficaz, Depois dessa dor redonda e eficaz,
pacientemente agrio, de invencible ternura, Pacientemente azeda, de invencível ternura,
ya no importa que use tu insoportable ausencia Já não importa que eu use a sua insuportável ausência
ni que me atreva a preguntar si cabes Nem que eu me atreva a perguntar se você cabe
como siempre en una palabra. Como sempre numa palavra
Lo cierto es que ahora ya no estás en mi noche O certo é que agora já não está na minha noite
desgarradoramente idéntica a las otras Pungentemente idêntica às outras
que repetí buscándote, rodeándote. Que repeti lhe procurando, lhe rondando.
Hay solamente un eco irremediable Há somente um eco irremediável
de mi voz como niño, esa que no sabía. Da minha voz como criança, essa que não sabia.
Ahora que miedo inútil, qué vergüenza Agora quê medo inútil, quê vergonha
no tener oración para morder, Não ter oração para morder,
no tener fe para clavar las uñas, Não ter fé para cravar as unhas,
no tener nada más que la noche, Não ter nada mais que a noite,
saber que Dios se muere, se resbala, Saber que Deus morre, escorrega,
que Dios retrocede con los brazos cerrados, Que Deus retroage com os braços fechados,
con los labios cerrados, con la niebla, Com os lábios fechados, com a névoa,
como un campanario atrozmente en ruinas Como um campanário atrozmente em ruínas
que desandara siglos de ceniza. que desandasse séculos de cinza.
Es tarde. Sin embargo yo daría É tarde. Contudo eu daria
todos los juramentos y las lluvias, Todas as juras e as chuvas,
las paredes con insultos y mimos, As paredes com insultos e mimos,
las ventanas de invierno, el mar a veces, As janelas de inverno, o mar às vezes,
por no tener tu corazón en mí, Por não ter o seu coração em mim,
tu corazón inevitable y doloroso Seu coração inevitável e doloroso
en mí que estoy enteramente solo Em mim que estou totalmente sozinho
sobreviviéndote. Sobrevivendo-lhe

Tradução Aline Fagundes. Dez 2013

Breve resenha artista:

Espanol

Mario Benedetti fue hijo de Brenno Benedetti y Matilde Farrugia. Residió en Paso de los Toros junto a su familia durante los primeros dos años de su vida. La familia luego se trasladó a Tacuarembó por asuntos de negocios, y más tarde se trasladaron a Montevideo. Alternó su estudio primario entre el Colegio Alemán de Montevideo y el Liceo Miranda. Por problemas económicos deja inconcluso su estudio secundario para continuar de manera libre. Desde los catorce años trabajó en una empresa de repuestos para automóviles.

Su larga trayectoria comenzó en 1945, fundando el semanario “Marcha” y colaborando a lo largo de esos años en multitud de publicaciones. Desde 1971 se integró activamente en la coalición de izquierdas de su país “Frente Amplio”. Tras el golpe de Estado de 1973 abandonó su cargo en la universidad y ese compromiso político en su tierra natal lo llevó al exilio, primero a Buenos Aires y posteriormente a España durante diez años. En 1983 vuelve a Uruguay y se reencuentra con su esposa, que se vio obligada a permanecer todos esos años cuidando a las madres de ambos.

Ha sido galardonado en multitud de ocasiones y en diversos países, entre los que se destacan el Premio Reina Sofía de Poesía en 1999 y en 2005 el Premio Internacional Menéndez Pelayo. En el año 1997 fue nombrado Doctor Honoris causa por la Universidad de Alicante.

Fue un destacado poeta, novelista, dramaturgo, cuentista y crítico, y, junto con Juan Carlos Onetti, la figura más relevante de la literatura uruguaya de la segunda mitad del siglo XX.

En sus últimos diez años, debido al asma y por recomendación médica, el escritor alternaba su residencia en España y en Uruguay, tratando de evitar el frío, pero al agravarse su estado de salud permaneció en Montevideo. El día 17 de mayo de 2009, Benedetti muere en su casa de Montevideo, a los 88 años de edad.

Português

Mario Benedetti, filho de Brenno Benedetti e Matilde Farugia, de origem italiana, aos quatro anos de idade muda-se com a sua família para Montevidéu. Inicia seus estudos no Colégio Alemão de Montevidéu, onde fica até 1933. Permanece apenas um ano e em seguida parte para o Liceu Miranda. Mas por problemas financeiros, acaba por seguir seus estudos de maneira auto-didata. Desde os quatorze anos trabalha na empresa Will L. Smith S.A., da Argentina.

Permanece na Argentina até 1941, partindo ao Uruguai. Sob o Golpe de Estado de 27 de Junho de 1973, Mario Benedetti renuncia ao cargo de diretor do Departamento de Literatura Hispanoamericana na Faculdade de Humanidades e Ciencias da Universidade da República, de Montevidéu. Por suas posições políticas, deve deixar o Uruguai, partindo para o exílio em Buenos Aires, Argentina. Posteriormente, exila-se no Peru, onde foi detido e deportado, indo imediatamente, em 1976, para Cuba. Volta ao Uruguai em 1983, inciando o autodenominado período de desexílio, motivo de muitas obras. Em 1986 recebe o Prêmio Jristo Botev da Bulgária, por sua obra poética e ensaística.

Desde os anos 50 até hoje a obra de Mario Benedetti foi contemplada com muitos prêmios e homenagens, dentre eles o título de Doutor Honoris Causa, em 1997, pela Universidade de Alicante, Espanha.

Depois do falecimento de sua tão estimada esposa Luz López, em Abril de 2006, vítima de Alzheimer, Mario Benedetti se mudou definitivamente para sua residência no bairro Central de Montevidéu. Em função dessa mudança, dôou parte de sua biblioteca pessoal ao Centro de Estudos IberoAmericanos Mario Benedetti da Universidade de Alicante, Espanha.

Seus livros foram traduzidos para mais 20 idiomas e é considerado um autor do primeiro plano da literatura latino-americana contemporânea.

Em 2008, o escritor foi hospitalizado quatro vezes em Montevidéu devido a diversos problemas físicos. A primeira vez foi entre janeiro e fevereiro de 2008, após sofrer uma enterocolite que fez com que ficasse desidratado. Já em março ele foi internado com problemas respiratórios, enquanto a terceira vez se deu em maio do ano passado por causa de um quadro clínico instável geral. Após a última vez em que Benedetti foi hospitalizado, de 24 de abril até 6 de maio, o escritor recebeu alta e voltou para casa, após 12 dias internado pelo agravamento de uma doença intestinal crônica.

A última obra publicada, o poemário “Testigo de Uno Mismo”, foi apresentada em agosto de 2008. Antes da última entrada no hospital, Benedetti estava trabalhando em um novo livro de poesia cujo título provisório é “Biografía para Encontrarme”.

Morreu aos 88 anos, no dia 17 de Maio de 2009 em Montevidéu. O autor tinha um estado de saúde bastante delicado e estava em sua casa, na capital uruguaia, quando morreu.

Poema “Te quiero”, “Te amo”. Autor Mario Benedetti

Mario Benedetti (Paso de los Toros, departamento de Tacuarembó, 14 de setembro de 1920 — Montevidéu, 17 de maio de 2009) foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, a qual pertencem também Idea Vilariño e Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar “Poemas de Oficina”, uma de suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema.

Poema Te quiero

Tus manos son mi caricia Tuas mãos são minha carícia
mis acordes cotidianos Meus acordes do dia a dia
te quiero porque tus manos Te amo porque tuas mãos
trabajan por la justicia Trabalham pela justiça
si te quiero es porque sos Se te amo é porque eres, pois
mi amor mi cómplice y todo Meu amor, cúmplice em tudo
y en la calle codo a codo E na rua olho no olho
somos mucho más que dos Somos muito mais que dois
tus ojos son mi conjuro Teus olhos são meu conjuro
contra la mala jornada Contra o mal passar
te quiero por tu mirada Te amo por teu olhar
que mira y siembra futuro Que olha e semeia futuro
tu boca que es tuya y mía Tua boca que és tua e minha
tu boca no se equivoca Tua boca que não se equivoca
te quiero porque tu boca Te amo porque tua boca
sabe gritar rebeldía Sabe gritar rebeldía
si te quiero es porque sos Se te amo é porque es, pois
mi amor mi cómplice y todo Meu amor, cúmplice em tudo
y en la calle codo a codo E na rua olho no olho
somos mucho más que dos Somos muito mais que dois
y por tu rostro sincero E por teu rosto franco
y tu paso vagabundo E teu passo vagabundo
y tu llanto por el mundo E teu pranto pelo mundo
porque sos pueblo te quiero Porque es povo, te amo
y porque amor no es aureola E porque o amor não é pão de ló
ni cándida moraleja Nem ingênua fabulação
y porque somos pareja E porque somos essa união
que sabe que no está sola Que sabe que não está só
te quiero en mi paraíso Te quero em meu paraíso
es decir que en mi país Ou seja, que em meu país
la gente viva feliz O povo viva feliz
aunque no tenga permiso Mesmo sem haver pedido
si te quiero es porque sos Se te amo é porque es, pois
mi amor mi cómplice y todo Meu amor, cúmplice em tudo
y en la calle codo a codo E na rua olho no olho
somos mucho más que dos. Somos muito mais que dois

Tradução Aline Fagundes. Nov 2013

Breve Resenha Artista:

Filho de Brenno Benedetti e Matilde Farugia, de origem italiana, aos quatro anos de idade sua família muda-se para Montevidéu. Inicia seus estudos no Colégio Alemão de Montevidéu, onde fica até 1933. Permanece apenas um ano e em seguida parte para o Liceu Miranda. Mas por problemas financeiros, acaba por seguir seus estudos de maneira auto-didata. Desde os quatorze anos trabalha na empresa Will L. Smith S.A., da Argentina.

Permanece na Argentina até 1941, partindo ao Uruguai. Sob o Golpe de Estado de 27 de Junho de 1973, Mario Benedetti renuncia ao cargo de diretor do Departamento de Literatura Hispanoamericana na Faculdade de Humanidades e Ciencias da Universidade da República, de Montevidéu. Por suas posições políticas, deve deixar o Uruguai, partindo para o exílio em Buenos Aires, Argentina. Posteriormente, exila-se no Peru, onde foi detido e deportado, indo imediatamente, em 1976, para Cuba. Volta ao Uruguai em 1983, inciando o autodenominado período de desexílio, motivo de muitas obras. Em 1986 recebe o Prêmio Jristo Botev da Bulgária, por sua obra poética e ensaística.

Desde os anos 50 até hoje a obra de Mario Benedetti foi contemplada com muitos prêmios e homenagens, dentre eles o título de Doutor Honoris Causa, em 1997, pela Universidade de Alicante, Espanha.

Depois do falecimento de sua tão estimada esposa Luz López, em Abril de 2006, vítima de Alzheimer, Mario Benedetti se mudou definitivamente para sua residência no bairro Central de Montevidéu. Em função dessa mudança, dôou parte de sua biblioteca pessoal ao Centro de Estudos IberoAmericanos Mario Benedetti da Universidade de Alicante, Espanha.

Seus livros foram traduzidos para mais 20 idiomas e é considerado um autor do primeiro plano da literatura latino-americana contemporânea.

Em 2008, o escritor foi hospitalizado quatro vezes em Montevidéu devido a diversos problemas físicos. A primeira vez foi entre janeiro e fevereiro de 2008, após sofrer uma enterocolite que fez com que ficasse desidratado. Já em março ele foi internado com problemas respiratórios, enquanto a terceira vez se deu em maio do ano passado por causa de um quadro clínico instável geral. Após a última vez em que Benedetti foi hospitalizado, de 24 de abril até 6 de maio, o escritor recebeu alta e voltou para casa, após 12 dias internado pelo agravamento de uma doença intestinal crônica.

A última obra publicada, o poemário “Testigo de Uno Mismo”, foi apresentada em agosto de 2008. Antes da última entrada no hospital, Benedetti estava trabalhando em um novo livro de poesia cujo título provisório é “Biografía para Encontrarme”.

Morreu aos 88 anos, no dia 17 de Maio de 2009 em Montevidéu. O autor tinha um estado de saúde bastante delicado e estava em sua casa, na capital uruguaia, quando morreu.

Canção “No más a mi lado”, “Não mais ao meu lado”. Grupo No te va a gustar

No Te Va Gustar é uma banda de rock uruguaia, integrada por Emiliano Brancciari (voz e guitarra), Mateo Moreno baixo e coros, Pablo Abdala (bateria), Gonzalo Castex (percussão), Martin Gíl trompeta e coros, Denis Ramos (trompete), Mauricio Ortiz (saxo tenor) e Marcel Curuchet (teclados).

Canção No más a mi lado

Entrada de Eduardo Galeano:

“Hay criminales que proclaman, tan campantes, la maté porque era mía, así nomás, como si fuera cosa de sentido común, y justo,  toda justicia, el derecho de propiedad privada que hace al hombre dueno de la mujer. Pero, ninguno, ninguno, ni el más macho de los super machos tiene la valentía de confesar: la maté por miedo. Porque, al fin y al cabo, el miedo de la mujer a la violencia del hombre es el espejo del miedo del hombre a la mujer sin miedo…”

“Há criminais que proclamam, livremente, que a matei porque era minha, assim, como se fosse uma questão de bom senso, justo, toda justiça, o direito de propriedade privada faz que o homem seja o dono da mulher. Mas, nenhum, nenhum, nem o mais macho dos super machos,  tem a valentia de confessar: “A matei por medo”. Porque, afinal de contas, o medo da mulher à violência do homem é o espelho do medo do homem da mulher sem medo…”

La golpeo, puso un fierro en su pecho, Bateu nela, pôs uma arma no seu peito,
Mato la esperanza de un hecho, Matou a esperança de um jeito… inventou
Invento un futuro deshecho um futuro desfeito
Salió así su bravura cobarde infernal Saiu assim sua coragem covarde infernal
Tristemente aceptada, normal Tristemente aceita, normal
Hizo de eso un defecto género movimiento Fez disso um defeito gênero movimento
Violento en su ser Violento em seu ser
Nunca más pudo ella volver Nunca mais pôde ela voltar
Fue el silencio en esencia Foi um silêncio em essência
El valor y el amor, los dos juntos pudieron ganar O valor e o amor que os dois juntos puderam ganhar
Chau adiós agresor Chau adeus agressor
Y voló, siempre al viento le toca un adiós E vôou, sempre o vento que vive um adeus
Hay tormentas que quedan, que están Há tormentas que ficam, que estão
En la arena no vive Na areia não vive
Pero puso su amor a la vida, a ella misma, al dolor Mas pôs o seu amor à vida, à ela mesma, à dor
El problema tiene solución O problema tem solução
Es que a gritos lo pide É que gritando ela pede
El valor y el amor, los dos juntos pudieron ganar O valor e o amor que os dois juntos puderam ganhar
Chau adiós agresor Chau adeus agressor
Puso un fierro en su pecho, pôs uma arma no seu peito,
Mato la esperanza de un hecho, Matou a esperança de um jeito… inventou
Invento un futuro deshecho um futuro desfeito

Tradução Aline Fagundes. Nov 2013

Breve Resenha Artista

A primeira formação de No Te Va Gustar (NTVG) remonta ao ano de 1994, quando a maioria de seus integrantes tinha cerca de 16 anos. Originalmente um trio de baixo, guitarra e bateria, entre 1996 e 1997 o som da banda evolui e se expande. Com a ampliação da percussão e a chegada de novos ritmos (reggae, candombe, salsa, ska, murga (uruguaia), as raízes roqueiras originais se vêem enriquecidas e coloridas, sem perder seu predomínio.

Em 1998, já com um som formado e com um público atraído pela proposta renovadora do NTVG, o grupo obtem o primeiro lugar nos dois concursos destinados a bandas novas que se realizam esse ano: o III Festival da Canção de Montevidéu, e o concurso organizado pela “Comisión de la Juventud de la Intendencia Municipal” de Montevidéu. Durante 1999 a premiada banda continua recorrendo a maior parte dos cenários montevideanos, incluindo um tour por várias faculdades entre março e maio.

No início de julho NTVG inicia a gravação de seu primeiro álbum, “Sólo de noche”, editou-se em dezembro de 1999, de forma totalmente independente. Durante o verão de 2000 a banda realizou um extenso tour pela costa oeste do Uruguai, incluindo Punta del Diablo, Valizas, Cabo Polonio, La Pedrera, La Paloma, Atlántida, El Pinar e Solymar. Em abril de 2000 NTVG apresentou oficialmente “Sólo de noche” na Sala Zitarrosa de Montevidéu, com lotação esgotada.

Logo depois da presentação de seu disco, o grupo continuou um tour que se estendeu até 2001 e que os levou a percorrer boa parte do interior do país, a encher os principais cenários montevideanos e a tocar com artistas estrangeiros que visitavam o país como Paralamas, Los Pericos e La Renga. Ao mesmo tiempo, a banda realizou suas primeiras apresentações em Buenos Aires.

Durante a primeira metade de 2002, NTVG se concentra no trabalho de produção e gravação de seu novo álbum. Para isso eles viajam a Santiago de Chile, e com a produção artística de Mariano Pavez gravam “Este Fuerte Viento Que Sopla” (Warner Chile/Bizarro Récords). O disco foi apresentado em 12 de outubro de este ano em um Teatro de Verano repleto, dando início a um novo tour nacional da banda.

A partir deste momento a banda, já consolidada como um dos principais referentes do rock uruguaio, inicia uma agenda muito intensa de shows e alcançando o Disco de Ouro em menos de seis meses do lançamento de “Este Fuerte Viento que Sopla”.

2004 començou para o grupo com um tour pela costa argentina, compartindo cenários com La Zurda e com uma das bandas mais fortes do momento na vizinha do Rio da Prata, a Bersuit. Intensificam suas visitas a Argentina, tendo cada vez uma maior resposta do público. Se apresentam em La Plata, e numa quantidade de bairros bonaerenses (Moron, Ramos Mejia, Lomas de Zamora, San Telmo).

Entre 15 de agosto e 20 de setembro é gravado o terceiro disco no Del Cielito Records (estúdio-propriedade de Bersuit).

Independentemente de tudo isto, durante 2004, continuaram recorrendo ao interior do país apresentando-se en Rivera, Salto, Tacuarembó, Mercedes, Sarandí Grande, Canelones, Tala, Pando, Rosario, Florida, Treinta y Tres, Melo, Rocha, San José, Paysandú, Migues.

Em 5 de março apresentam em Montevidéu seu terceiro disco “Aunque cueste ver el sol” adiante de mais de 10.000 pessoas. Este show foi registrado para sua futura edição em DVD a fins de novembro de 2005.

No final de março “Aunque cueste ver el sol” é editado simultaneamente na Argentina, Espanha, Alemanha, Suíça e Áustria. Consequentemente a princípios de maio embarcam em seu primeiro tour europeu apresentando-se em mas de 40 cidades como por exemplo Munique, Hamburgo, Bremen, Berlim, Viena, Berna, Basileia, Lucerna, Barcelona e Madrid, entre outras.